Estados Unidos consideram armar a Ucrânia

Publicado em: 22/02/2015

Categoria: DESTAQUES

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Em mais um episódio da crescente tensão entre a Rússia e os Estados Unidos e seus aliados europeus, o Secretário de Estado Norte Americano, John Kerry, afirmou no último sábado (21) durante uma coletiva em Londres que o Governo Americano estuda a possibilidade de fornecer armas letais à Ucrânia para combater os rebeldes pró-Rússia no leste do país.

A coletiva foi realizada logo após o encontro de Kerry com seu equivalente britânico, o Secretário do Estado e Relações Exteriores Philip Hammond, onde foi debatido entre outros assuntos a possibilidade de novas sanções à Rússia, acusada de armar e apoiar os rebeldes.

“Quanto a armas letais, nós deixamos muito claro que é um assunto que está sendo debatido em Washington”, afirmou o Secretário, acrescentando que “nos próximos dias o Presidente Obama vai estudar as opções e definir os próximos passos que serão tomados”.

O empenho em armar e impor novas sanções, segundo o Secretário, se dá pela constatação da quebra do Cessar Fogo por parte dos rebeldes apoiados por Moscou. Sob o ponto de vista Norte Americano a tentativa de acabar com as hostilidades foi respeitada pela Ucrânia, porém foi constantemente violada pelos rebeldes com total apoio da Rússia.

Este ponto de vista é apoiado por alguns aliados europeus, porém fontes locais afirmam que os soldados ucranianos jamais cessaram os ataques, e foram eles que não permitiram que a última tentativa de acabar com os conflitos tivesse êxito.  A Rússia nega veementemente que fornece qualquer tipo de apoio aos rebeldes.

Este jogo de troca de acusações se arrasta a quase um ano, desde que as hostilidades tiveram início no leste da Ucrânia em Abril do ano passado. Muitos interesses políticos estão envolvidos nesse conflito e na participação dos Estados Unidos e seus aliados de forma até então oficialmente indireta no campo de batalha, e direta no campo econômico, o que torna muito difícil saber exatamente o que acontece.

A anexação da Criméia pela Rússia e a derrubada do voo MH17 em Julho do ano passado foram eventos chave para que as medidas econômicas, as chamadas sanções, fossem tomadas. Essas ações acabaram interferindo nos programas militares da Rússia, ao ponto da França “suspender indefinidamente” a entrega de dois navios de assalto anfíbio da Classe Mistral, um em fase final de construção e outro em testes de mar, gerando mais tensão.

 

Portal Defesa

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